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Padrão editorial

O problema do material técnico em português não é falta de texto. É texto que tenta ser tudo ao mesmo tempo: começa explicando o que é um container, no meio vira tutorial de Kubernetes, termina com uma lista de comandos. Quem quer aprender se perde; quem quer consultar não acha.

Este portal segue o Diátaxis, que separa conteúdo pela intenção do leitor. A regra é curta e não negociável:

Uma página tem exatamente um propósito. Quando outro propósito aparece, ele vira um link, não um parágrafo.

O leitor quer aprender. Ele não sabe o que não sabe, então você conduz.

  • Escrita na segunda pessoa, mostrando o caminho: “agora rode isto, você vai ver isto”.
  • Tudo funciona do começo ao fim. O leitor termina com algo rodando.
  • Pré-requisitos declarados no frontmatter, linkados.
  • Não explique alternativas no meio. “Também dá para fazer com X” quebra o fio.
  • Não seja exaustivo. Uma trilha ensina um caminho, não todos.

O leitor tem um problema agora. Ele já sabe o suficiente; quer a solução.

  • Título começa com o problema, não com a ferramenta: “Resolver um Pod em CrashLoopBackOff”, não “Guia de kubectl describe”.
  • Passos numerados, cada um com um resultado verificável.
  • Assume competência. Não explique o que é um Pod.
  • Não ensine teoria. Linke para o conceito.

O leitor quer consultar. Ele já sabe o que procura.

  • Estrutura previsível, tabelas, densidade alta.
  • Feita para Ctrl+F, não para leitura sequencial.
  • Neutra e completa dentro do escopo declarado.
  • Não conte história, não dê opinião, não conduza.

O leitor quer entender. Normalmente longe do teclado.

  • Discute o porquê, o contexto histórico, os trade-offs.
  • Pode e deve ter opinião — desde que fundamentada e identificada como tal.
  • Não dê instruções passo a passo. Linke para o guia.

Diga quando não usar. Toda recomendação técnica tem um limite. Uma página que só elogia uma ferramenta é propaganda, não documentação. É por isso que cada item do catálogo tem um campo explícito de “quando não usar”.

Mostre o custo, não só o benefício. Service mesh resolve problemas reais e custa operação real. Diga os dois.

Nada de “simplesmente” e “basta”. Se fosse simples, a pessoa não estaria lendo. Essas palavras não economizam explicação, só fazem quem não entendeu se sentir burro.

Código que roda. Todo bloco deve funcionar como está, ou declarar o que precisa ser substituído. Nada de <seu-valor-aqui> sem dizer onde consegui-lo.

Comente o porquê, não o quê. # incrementa i é ruído. # ordem inversa porque o provedor destrói dependentes primeiro é o que salva alguém.

Português direto. Termo em inglês consagrado no dia a dia fica em inglês — “deployment”, “pipeline”, “commit”. Traduzir para “implantação” numa conversa de time só atrapalha. Mas explique a primeira ocorrência de sigla.

Data de atualização importa. Conteúdo de infraestrutura envelhece rápido. O rodapé mostra a última alteração; se você mexeu numa página, ela ficou atual.

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title: Título da página
description: Uma frase que funcione como resultado de busca no Google.
tipo: trilha | guia | referencia | conceito | indice
dominio: kubernetes
nivel: iniciante | intermediario | avancado
minutos: 18
prerequisitos:
- label: Fundamentos de Linux
href: /trilhas/fundamentos/linux/
tags: [kubernetes, diagnostico]
rascunho: false
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O tipo não é decoração: é o compromisso que a página assume com o leitor. Se você não consegue escolher um, a página está tentando fazer duas coisas — divida em duas.

O nivel, o minutos e os prerequisitos aparecem como faixa de metadados no topo. Eles existem para o leitor decidir antes de investir tempo.

Não invente callout novo e não use danger para chamar atenção — inflação de severidade faz o leitor ignorar todos.

  • A página tem um tipo, e o conteúdo respeita esse tipo.
  • O frontmatter está completo e rascunho reflete a realidade.
  • dominio e pelo menos duas tags que outras páginas já usam (npm run taxonomia reprova tag que só existe na sua página).
  • Todo link interno resolve (npm run build reprova link quebrado).
  • Os blocos de código foram executados por você.
  • Existe pelo menos uma menção honesta a limitação, custo ou “quando não usar”.
  • Nenhum segredo, IP interno ou nome de cliente ficou no exemplo.

Como contribuir na prática está em Como contribuir.